A autora expressa admiração pelo futebol, afirmando que nenhuma festa ou espetáculo se compara à dinâmica de 22 jogadores em campo. Ela reconhece que o esporte possui a capacidade rara de fazer um país olhar para o mesmo lugar simultaneamente.
Apesar de ter uma relação pessoal com o futebol descrita como tóxica, a autora valoriza o esporte por sua força de união. Ela narra sua infância, marcada pela paixão esportiva de familiares, como seu avô, que assistia a jogos com rádio, e seu pai, que revisava partidas da rodada.
A vivência da torcida foi intensa; a autora teve que conciliar o apoio a diferentes times e foi chamada de “pé-frio” por seu marido após levar a filha a um jogo decisivo em que o Flamengo foi eliminado. Ela admite que, mesmo sem saber detalhes técnicos, como o impedimento, se contamina pela pressão social durante a Copa do Mundo.
A autora observa que o futebol obriga o público a sentir junto, algo que ela considera em falta na sociedade atual. Ela conclui que a Copa do Mundo, a cada quatro anos, serve para provar que o país ainda consegue torcer por algo em comum, um valor que supera um gol de placa.

