Um ex-piloto de companhia aérea canadense é acusado de transportar milhares de passageiros em voos comerciais sem a devida licença por 17 anos. A polícia da província de Ontário informou que o indivíduo utilizou credenciais falsas desde sua promoção a comandante em 2009, enfrentando agora acusações de fraude.
A companhia aérea afastou o piloto imediatamente após a descoberta dos documentos falsos no ano passado e comunicou o caso ao órgão federal de transporte. Segundo a empresa, a segurança dos passageiros nunca esteve em risco, pois todos os pilotos passam por treinamentos de competência semestrais.
O indivíduo, que voava com a companhia aérea há 27 anos, teria realizado um total de 900 voos domésticos e internacionais nos últimos 17 anos. A polícia comparou a situação a um médico que realiza cirurgias complexas sem a devida licença para a prática.
A suposta fraude foi detectada durante uma avaliação de rotina, que levou a uma investigação criminal pela Polícia Regional de Peel. O acusado foi formalmente acusado em 1º de junho de sete crimes, entre eles fraude e falsificação de documentos. Ele deve comparecer a um tribunal em 29 de junho.

