Um advogado de 49 anos, diagnosticado com câncer de estômago sem cura, decidiu focar em experiências presentes em vez de planos futuros. O indivíduo, que reside em Campo Grande, trocou objetivos distantes por metas imediatas, como aprender a surfar e levar a mãe ao México.
O homem afirmou que sua perspectiva mudou de uma contagem regressiva para uma contagem progressiva. Ele declarou: “Eu não estou em contagem regressiva. Eu estou em contagem progressiva. Cada dia é um dia mais que eu vou viver.”. As limitações físicas impostas pela doença dificultaram atividades como futebol, corrida e ciclismo, levando-o a substituir essas paixões por novos objetivos realizáveis.
Entre os novos focos estão aprender a surfar e realizar o desejo de levar a mãe ao México. O indivíduo também mencionou a intenção de visitar um irmão em Portugal novamente. Ele explicou que o diagnóstico transformou sua relação com o tempo, fazendo com que ele não postergue mais nada.
A visão do homem sobre o fim da vida é ateia. Ele disse que enxerga a morte como “desligar o disjuntor”. Segundo ele, o câncer não alterou sua crença sobre o fim, mas mudou sua prioridade para o que pode ser vivido no momento.

