Um coletivo de DJs brasileiros leva o funk carioca a Berlim, na Alemanha, onde a música se destaca em eventos ao ar livre. O projeto Baile Cria, fundado por Ricardo Cortês, dissemina a cultura nacional na capital europeia, atraindo público de diversas nacionalidades.
O coletivo Baile Cria, liderado por Ricardo Cortês, de 41 anos, reúne DJs cariocas para apresentar o funk e o afrofunk em festas temáticas na Alemanha. Cortês explicou que a música transcende a ideia de exportação, sendo uma expressão de comunidade e pertencimento para os brasileiros. Ele mencionou que o projeto começou a se desenvolver há pelo menos quatro anos, com eventos como o Samba de Sarjeta, em 2022, e o Maloca, em 2023.
Em um evento recente em Neukölln, a batida carioca, com ritmos que chegam a 150 BPM, contrastou com outros gêneros como amapiano e afrohouse. Um dos participantes, Douglas Oliveira, de 30 anos, morador da Alemanha, comentou que é interessante ver o apreço local pela música brasileira. Outra participante, Calli Müller, de 26 anos, afirmou que o funk oferece uma energia mais alegre e amigável que o techno, predominante na cidade.
Para a DJ Angélica Xavier, de 35 anos, tocar funk em Berlim possui um caráter de ‘missão diplomática’. Ela declarou que o funk nasceu em um contexto de poucos recursos, mas com grande potência cultural, sendo mais que música; é identidade e criatividade.

