A Cooperativa dos Jornalistas de Goiás (Projornal) representa a materialização de um projeto de jornalismo independente no estado. A iniciativa, fundada em 12 de dezembro de 1978, surgiu em um contexto de ditadura militar e restrições profissionais em Goiás.
A jornalista Kalyne Menezes, ao realizar seu doutorado em Comunicação na Universidade Federal de Goiás (UFG), investigou a Projornal. O estudo buscou preencher lacunas na história da imprensa goiana, focando em um modelo de prática jornalística autônoma. Segundo Menezes, a entidade visava mais que questões financeiras, buscando que os profissionais fossem donos de sua produção.
A Projornal nasceu de um grupo de jornalistas que, frente ao desemprego e à censura do regime militar, propôs uma ação coletiva. O objetivo era criar uma comunicação abrangente, desvinculada de interesses hegemônicos. A cooperativa funcionou como um espaço de exercício de engajamento político e social para os profissionais.
A obra, fruto da tese de doutorado, foi lançada em e-book, dando acesso público à história. A experiência da Projornal, desenvolvida entre 1978 e 1988, influenciou a formação jornalística, promovendo uma prática mais dialógica e social, e serviu como escola técnica para muitos profissionais da área.

