O setor de inteligência artificial se tornou o principal motor do S&P 500 em 2026. Entre março e junho, as empresas ligadas à IA acumularam valorização de cerca de 45%, enquanto o índice sem essas companhias ficou praticamente zerado, segundo análise de mercado.
O cenário atual do índice, segundo Bernardo Pascowitch, mostra que o S&P 500 deixou de refletir uma economia diversificada e passou a depender quase exclusivamente da IA. Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, avalia que o mercado vive uma concentração inédita em um tema ainda pouco testado, impulsionada pelo aumento de investimentos bilionários em infraestrutura para IA, como data centers e chips.
A abertura de capital da SpaceX, empresa de Elon Musk, exemplifica essa dinâmica. A companhia, que deve entrar rapidamente na Nasdaq, teve ações que subiram mais de 20%, ultrapassando US$ 150. Fontes explica que, embora a SpaceX não entre no S&P 500 por exigir histórico de lucro, a nova regra da Nasdaq permite sua inclusão no Nasdaq-100 em até 15 dias úteis após a estreia.
Thiago Godoy, educador financeiro, afirma que o avanço da IA representa uma transformação estrutural da economia global. Ele comenta que a corrida atual é sobre quem desenvolverá e implementará a IA mais rápido nos negócios, o que pode gerar um crescimento e produtividade inéditos.

