Catorze seleções africanas se posicionaram contra Aleksander Ceferin, presidente da UEFA, neste domingo (14). As nações emitiram uma nota conjunta após o dirigente da entidade europeia criticar a expansão do torneio, alegando que a inclusão de mais equipes geraria jogos “completamente desinteressantes”.
Ceferin declarou que a ampliação do Mundial não era uma boa decisão, citando que a Europa passou de 13 para 16 seleções, e que algumas equipes participantes não teriam vencido partida na Europa. Ele acrescentou que, mesmo países pequenos, podem sentir a energia do evento.
As Associações de Futebol de Cabo Verde, Curaçao, Uzbequistão, Congo, Haiti, Argélia, Tunísia, Marrocos, Egito, Gana, Senegal, Costa do Marfim, África do Sul e outras se reuniram para repudiar o posicionamento. As equipes afirmaram que “não existe partida sem importância na Copa do Mundo” e exaltaram a conquista histórica de nações estreantes.
O comunicado das federações argumentou que as falas do presidente da UEFA falham em “reconhecer os esforços, sacrifícios e aspirações de jogadores, treinadores, clubes, dirigentes de futebol e torcedores em todo o mundo”. As seleções concluíram que o futebol deve ser global, rejeitando os comentários e reafirmando a crença no crescimento do esporte.

