O Partido Liberal (PL) desembolsou pelo menos R$ 484 mil entre janeiro e abril de 2026 para remunerar integrantes do núcleo político ligado a Jair Bolsonaro. Os pagamentos, que constam na prestação de contas da legenda, incluem nomes da família do ex-presidente e ex-ministros do governo anterior.
Os valores representam um retrato parcial dos gastos do partido em 2026, visto que as siglas têm prazo até o fim de junho do ano seguinte para concluir a prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A maior remuneração foi destinada a Michelle Bolsonaro, que recebeu R$ 101,5 mil nos três primeiros meses do ano, com repasses mensais de R$ 33,8 mil. Ela atua como presidente do PL Mulher.
Carlos Bolsonaro recebeu R$ 83,5 mil no mesmo período, com pagamentos classificados como “serviços técnico-profissionais”. Ele, contratado em dezembro de 2025, atua como dirigente partidário e é pré-candidato ao Senado por Santa Catarina. Outros nomes remunerados incluem o ex-ministro Marcelo Queiroga, que recebeu R$ 65,9 mil, e o ex-assessor especial da Presidência, Tércio Arnaud Tomaz, que recebeu R$ 44,8 mil.
O PL, que recebeu R$ 193 milhões em 2025 por meio do Fundo Partidário, utiliza esses recursos para despesas administrativas e pagamento de pessoal. O ex-governador do Rio, Cláudio Castro, também figura entre os quadros do partido, recebendo um salário líquido de R$ 27,8 mil, segundo a legenda.

