Renan Santos, de 42 anos, pré-candidato à Presidência pelo partido Missão, buscou apoio de executivos da Faria Lima na semana passada. O ativista, ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), tenta se posicionar como uma nova face da direita, apesar de pesquisas indicarem baixa intenção de voto.
Santos, que se inspira em líderes como Javier Milei e Nayib Bukele, afirma buscar um afastamento do que chama de “liberobobismo”. Segundo pesquisa da Genial/Quaest, divulgada na quarta-feira, ele registra 3% das intenções de voto. Em contraste, Flávio Bolsonaro aparece com 29%, enquanto o presidente Lula lidera o levantamento com 39%.
A estratégia do candidato é focar em conteúdo digital e participar de debates, visto que 73% do eleitorado não o conhecem, conforme dados do Datafolha de 22 de maio. Em um encontro na Faria Lima, Santos criticou Flávio Bolsonaro, declarando: “Tenho que deixar claro para vocês: votar no Flávio é votar num bandido ligado ao Comando Vermelho.”
Kim Kataguiri, porta-voz do grupo político, explicou que o MBL não visa quebrar a polarização, mas sim ocupar um dos polos. Ele afirmou que o grupo se considera uma “direita legítima, letrada, diferente do Flávio”. Operadores do mercado financeiro entendem que a viabilidade de Santos é similar à de outros nomes como Ronaldo Caiado e Romeu Zema.

