Os Estados Unidos confirmaram a morte de um líder da gangue venezuelana Tren de Aragua em uma operação militar conjunta com a Venezuela. A ação, anunciada na noite de sexta-feira (12), envia uma “mensagem clara à América Latina”, segundo o Pentágono, intensificando a pressão diplomática e militar na região.
A operação encerrou a perseguição a um líder da facção, que havia escapado de uma prisão venezuelana em 2023. O subchefe de gabinete do secretário de Defesa, Patrick Weaver, afirmou que “não há refúgio para narcoterroristas em nosso hemisfério”. O presidente Donald Trump também confirmou o ataque, descrito como “rápido e letal” pelo Comando Sul dos EUA, realizado em “estreita cooperação” com o regime venezuelano.
O Tren de Aragua, fundado na Venezuela, foi classificado pelo Departamento de Estado dos EUA como organização terrorista estrangeira. Essa designação faz parte de uma estratégia maior de pressão, que inclui a prisão de Nicolás Maduro em janeiro deste ano. Autoridades americanas acusam a facção de envolvimento em sequestro, tráfico de pessoas e tráfico de drogas.
A facção atua na Colômbia, no Peru e no Chile, expandindo-se pelo corredor andino. O líder morto era considerado a principal liderança do grupo. A política de Washington também ameaça parceiros comerciais com tarifas caso não cooperem com o combate ao narcotráfico na região.

