O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que os juros elevados no Brasil não podem ser explicados unicamente pela situação fiscal do país. Em entrevista divulgada nesta segunda-feira (15), Durigan criticou a visão de que o aumento dos gastos públicos gera automaticamente taxas de juros altas.
Durigan declarou que, embora o debate fiscal seja relevante para a inflação e para a política monetária, não há uma relação direta de causa e efeito entre o aumento das despesas e a taxa de juros. Ele comentou que o debate brasileiro frequentemente apresenta uma “resposta fácil”, ao atribuir os juros altos ao gasto governamental, o que ele considera incorreto.
O ministro explicou que o Brasil possui histórico de taxas de juros elevadas mesmo em momentos de superávit fiscal. Ele afirmou que a melhora na taxa de juros por um esforço fiscal de quatro ou cinco pontos percentuais é uma questão aberta, e não uma certeza. Durigan disse que a prioridade do Ministério da Fazenda é realizar “o maior esforço fiscal possível”.
A equipe econômica defende medidas como o fim da desoneração da folha de pagamentos, a revisão de incentivos tributários e mudanças em créditos presumidos de PIS/Cofins. Durigan também comentou que a proximidade entre o Ministério da Fazenda e o Congresso Nacional facilitou avanços como a reforma tributária.


