A busca por ambientes impecáveis pode mascarar a ausência de vida, conforme reflexão de um cronista. Em um vídeo observado, uma senhora em um apartamento perfeito afirmou que “Está faltando vida”, apontando para a falta de sinais cotidianos de convivência.
O texto aborda a ironia de se perseguir a estabilidade e a perfeição, características valorizadas na juventude. O cronista relata que, em um apartamento elegante, a ausência de pequenos sinais de desordem — como um copo na mesa ou brinquedos espalhados — gerou a percepção de vazio na moradora.
A reflexão aponta que os ruídos da vida, como conversas ou louça suja, são sinais de que se está vivo. Com o passar dos anos, o que parecia incômodo na rotina transforma-se em lembrança, pois a ausência valoriza o que era invisível.
O autor conclui que a perfeição absoluta pode soar como vazio. Ele afirma que a verdadeira riqueza reside nos sinais da presença, nas marcas deixadas por quem se ama, e que “uma casa impecável pode ser admirável. Mas são as imperfeições que a tornam humana.”

