Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, manifestou-se contra o volume atual de emendas impositivas e defendeu maior transparência no uso de recursos federais. A declaração ocorreu em São Paulo, onde o político criticou o sistema atual, afirmando que a legislação precisa avançar para focar no interesse público.
Zema afirmou que o atual nível de emendas parlamentares impositivas é insustentável e que a transparência é necessária no processo. Segundo o ex-governador, a legislação deve evoluir para impedir que projetos atendam apenas a interesses particulares, em detrimento do interesse público.
As emendas são alterações feitas por congressistas no Projeto de Lei Orçamentária para direcionar verbas federais a estados, municípios e entidades. Desde 2015, algumas dessas emendas são impositivas, obrigando o governo a pagar os recursos, o que alterou o poder de barganha do Planalto.
O político citou sua gestão em Minas Gerais, onde prometeu aos congressistas aplicar R$ 2 milhões para cada R$ 1 milhão em emendas destinadas a projetos estruturantes, como a recuperação de estradas e a construção de escolas e hospitais. Zema disse que houve uma adesão surpreendente a essa prática.

