O eurodeputado Tomáš Zdechovský afirmou que a República Tcheca se beneficia da alta chegada de refugiados ucranianos, o que a isenta da obrigação de receber migrantes de outros países. Ele defendeu que, enquanto houver ucranianos, o país não precisa acolher outros grupos, como os do Sudão ou da África.
Zdechovský declarou que, enquanto a República Tcheca acolhe pessoas fugindo da guerra na Ucrânia, ela evita a obrigação de receber migrantes de outras nações. Ele comentou que, com a presença dos ucranianos, a solidariedade obrigatória da União Europeia está coberta, diferentemente do que ocorreria se fossem necessários migrantes do Sudão ou da África.
A eurodeputada Kateřina Konečná discordou da tese, afirmando que não é correto basear a política migratória na comparação entre grupos. Ela declarou: “Odmito a tese do colega, de que nos apoiaremos nos ucranianos. Isso me parece: ucranianos para sempre, para que não tenhamos que receber africanos. Isso é um absurdo completo”.
Ambos os parlamentares concordaram que a União Europeia necessita de uma política de retorno mais eficaz e de expulsão mais rápida de migrantes que não cumpram os requisitos de asilo. Zdechovský sugeriu que a República Tcheca deve auxiliar enviando policiais e especialistas às fronteiras externas da UE.

