O Brasil atrai capital estrangeiro devido ao juro real elevado, um dos maiores do mundo, mas a bolsa nacional permanece afastada do entusiasmo global por inteligência artificial, avaliou Fernanda Rocha. Segundo a analista, o mercado internacional direciona seu foco para empresas de tecnologia nos Estados Unidos, enquanto o fluxo de recursos no país é impulsionado pelo diferencial de juros.
Fernanda Rocha, assessora de investimentos, afirmou que o mercado global entrou em uma nova narrativa impulsionada por resultados fortes de empresas ligadas à inteligência artificial nos Estados Unidos. Ela declarou que o país atrai capital pelo diferencial de juros, pois “a bolsa fica meio que largadinha agora, porque a gente não está nesse hype de inteligência artificial e tecnologia”.
O diferencial de juros permite ao Banco Central brasileiro promover um corte limitado na taxa Selic. O mercado projeta um corte de 0,25 ponto percentual na próxima reunião do Copom, o que levaria a taxa a 13,5% ao final do ano. A analista comentou que, após o corte, o BC deve aguardar para avaliar os efeitos da inflação e da atividade econômica.
Em relação à inflação, Rocha explicou que ela é influenciada pela maior liquidez e pela expansão do crédito, movimentos observados em outras economias. Sobre os Estados Unidos, ela espera manutenção dos juros pelo Federal Reserve, mas enfatizou que a comunicação do novo presidente do banco central americano será o fator mais importante.

