Borboletas do gênero Heliconius desenvolveram uma expectativa de vida até três vezes maior que espécies aparentadas, segundo um estudo publicado nesta terça-feira (16). Os insetos, considerados entre os mais longevos registrados, podem viver quase um ano na natureza.
Pesquisadores observaram que alguns indivíduos sobreviveram por pelo menos seis meses, um tempo superior ao de outros membros da tribo Heliconiini, que geralmente vivem cerca de seis semanas após a fase adulta. A equipe, liderada pela pesquisadora Jessica Foley, coletou dados de borboletários, estudos de marcação e recaptura de indivíduos.
A pesquisa, divulgada na revista Nature, indica que as borboletas do gênero Heliconius apresentam menor mortalidade e envelhecem mais lentamente. Os autores sugerem que o hábito de se alimentar de pólen durante a vida adulta pode contribuir para essa longevidade.
As características observadas tornam o grupo um modelo promissor para investigar como mudanças ecológicas e comportamentais influenciam o envelhecimento animal.

