A McCormick anunciou uma fusão de US$ 44,8 bilhões com o negócio de alimentos da Unilever, somada à participação de 75% na McCormick do México. A operação transforma o risco anterior de custos de insumos e varejo fraco em uma plataforma maior, com demanda por sabor inelástica, segundo a análise.
A empresa, que mantém um rendimento de 4,0% e uma sequência de aumentos de dividendos de 40 anos, viu seu perfil de risco alterado pela fusão. O negócio visa gerar US$ 600 milhões em sinergias e é considerado accretivo no primeiro ano em todas as linhas de resultado, conforme declarado durante a chamada da fusão.
O diretor financeiro da companhia, Marcos Gabriel, afirmou que a empresa combinada manterá a prática de devolver capital aos acionistas, projetando uma taxa de pagamento de ‘aproximadamente 60%’. O diretor executivo, Brendan Foley, complementou que o compromisso com a distribuição de dividendos permanece inalterado.
Embora a dívida total tenha aumentado, o balanço patrimonial se mantém sólido. A fusão deve elevar o endividamento líquido para até quatro vezes, com a gestão visando cerca de três vezes em dois anos. A demanda por sabor é inelástica, fator que sustenta a resiliência da empresa.

