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Economia

Einstein Paniago defende Reforma Tributária mais simples e justa para empresas e consumidores

Fernando Alcântara Mendonça
Última atualização: 16 de junho de 2026 17:20
Fernando Alcântara Mendonça
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Tempo: 6 min.
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Especialista em Direito Tributário defende redução da burocracia, abertura de mercados e manutenção de empregos após mudanças na arrecadação de impostos

O advogado tributarista, professor universitário, Einstein Paniago, tem percorrido diferentes setores da sociedade para discutir os impactos da Reforma Tributária e defender um debate qualificado sobre uma das maiores transformações econômicas em andamento no país. Com trajetória construída na gestão pública, no direito tributário e na administração pública e privada, Paniago afirma que a mudança representa uma oportunidade histórica para simplificar regras, estimular investimentos e tornar o sistema mais justo para empresas e consumidores. Ele afirma que o atual modelo tributário brasileiro é marcado pela complexidade, insegurança jurídica e elevado custo para quem produz e gera empregos.

“Estamos diante da mais profunda reforma do sistema de tributação sobre o consumo das últimas décadas. A proposta busca substituir um modelo fragmentado por uma estrutura mais moderna, transparente e alinhada às melhores práticas internacionais”, destaca. Segundo ele, a criação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) permitirá a unificação gradual de tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS, reduzindo burocracias que hoje dificultam a vida de empresários e empreendedores. “O Brasil precisa de um ambiente econômico mais simples, que incentive a produção, o crescimento e a geração de oportunidades”, afirma.

Ao abordar os reflexos da reforma para a população, Paniago destaca que um dos avanços será a maior clareza sobre os impostos pagos pelos brasileiros. Segundo ele, o novo modelo permitirá que o consumidor visualize de forma mais transparente a carga tributária embutida nos produtos e serviços. “O cidadão tem o direito de saber quanto paga de imposto. A transparência fortalece a cidadania e contribui para um debate mais consciente sobre a utilização dos recursos públicos”, ressalta.

O especialista também destaca medidas voltadas à proteção social, como a manutenção da cesta básica com tributação reduzida ou zerada para determinados produtos e a criação de mecanismos de cashback destinados às famílias de baixa renda. Para ele, a reforma precisa caminhar lado a lado com a redução das desigualdades sociais e regionais.

Empreendedorismo e geração de empregos

Com forte atuação nas áreas de governança, finanças públicas e desenvolvimento econômico, Paniago avalia que empresas que enfrentam dificuldades com o aproveitamento de créditos tributários tendem a ser beneficiadas pelo novo sistema. “A ampliação da não cumulatividade reduz distorções e torna a tributação mais racional. Isso pode representar ganhos importantes de competitividade para setores produtivos que sustentam milhares de empregos”, explica.

Ele destaca que a indústria brasileira estará entre os segmentos mais favorecidos pela reforma, especialmente em razão das longas cadeias produtivas e da possibilidade de melhor aproveitamento dos créditos tributários. Os exportadores também poderão ampliar sua competitividade internacional com mecanismos mais eficientes de desoneração das exportações. Ao mesmo tempo, Paniago defende atenção especial ao setor de serviços, responsável por grande parte dos empregos formais do país. “Precisamos acompanhar a implementação da reforma para garantir equilíbrio entre os setores econômicos e preservar a capacidade de geração de empregos”, observa.

Segundo o advogado, o sucesso da reforma dependerá da forma como será conduzido o período de transição, previsto para ocorrer entre 2026 e 2033. Ele alerta que empresas, profissionais e gestores públicos precisarão se preparar para as mudanças. “Será necessário revisar processos, sistemas, contratos e estratégias. Uma transformação dessa magnitude exige planejamento, diálogo e segurança jurídica”, afirma. No setor público, ele destaca que a nova lógica de arrecadação tende a reduzir disputas fiscais entre estados e municípios e fortalecer um modelo baseado no local de consumo, promovendo maior equilíbrio federativo.

Perfil

Reconhecido pela atuação técnica nos setores público e privado, Einstein Paniago reúne formação acadêmica multidisciplinar e ampla experiência na administração pública. Doutor em Direito pelo UniCEUB, mestre pela PUC Goiás e MBA em Gestão Empresarial Estratégica pela USP, também é contador, administrador público e professor universitário. Ao longo da carreira, ocupou funções estratégicas em órgãos públicos e entidades de classe, atuando nas áreas de governança, fiscalização, auditoria, compliance e finanças públicas.

Atualmente exerce o cargo de conselheiro federal de Contabilidade para o mandato de 2026-2029. Com o olhar voltado para o desenvolvimento econômico e a modernização da gestão pública, Paniago defende que Goiás precisa ampliar o debate sobre temas estruturantes para o futuro do estado. “As grandes transformações exigem conhecimento técnico, diálogo e compromisso com resultados. É isso que pretendo levar para a vida pública”, conclui.

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