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Solidão após os 50 anos afeta cérebro e reduz vida

Carla Fernandes
Última atualização: 17 de junho de 2026 11:01
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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A solidão, definida como um sentimento de desconexão, afeta a saúde cerebral e a expectativa de vida de pessoas com mais de 50 anos, segundo um estudo recente. Pesquisadores analisaram dados de 175 mil participantes e concluíram que o sentimento de solidão está associado a maior risco de comprometimento cognitivo, mesmo na ausência de isolamento social.

A pesquisa, liderada por uma equipe de 24 cientistas, analisou a frequência com que indivíduos acima de 50 anos se sentiam sozinhos e seu contato social. Os achados indicam que a solidão consistentemente se relaciona a um risco elevado de comprometimento cognitivo. Um aumento de 10% nos relatos de solidão foi correlacionado a um aumento de 8% a 9% no risco de comprometimento cognitivo grave.

A principal autora do estudo, Eileen K. Graham, professora associada de ciências sociais médicas da Universidade Northwestern, declarou que indivíduos mais solitários têm maior probabilidade de progredir para estágios mais graves da condição. Em contraste, o isolamento social, isoladamente, mostrou apenas uma fraca correlação com a diminuição da expectativa de vida.

Os pesquisadores afirmam que é essencial encontrar formas de atenuar a solidão. Essa ação poderia diminuir os efeitos negativos sobre o comprometimento cognitivo e reduzir custos associados ao cuidado de pessoas com demência e outros problemas cognitivos.

TAGGED:cogniçãoidososlongevidadepesquisasaúde mentalsolidao
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