A investigação sobre o desaparecimento de uma aeronave na Serra do Japi, ocorrido em março de 2024, foi finalizada após dois anos. O relatório do CENIPA aponta que a combinação de condições meteorológicas adversas, pressão profissional e o julgamento do piloto contribuiu para o acidente.
A aeronave, que decolou de Jundiaí com destino ao Aeroporto Campo de Marte, em São Paulo, colidiu com a vegetação a 3.832 metros de altitude. O documento do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) indicou que a recente formalização do vínculo empregatício do piloto, somada a um compromisso familiar, pode ter gerado pressão para a conclusão do voo, diminuindo a margem de segurança.
Os investigadores também apontaram falhas no julgamento do profissional. Segundo o relatório, o piloto optou por manter o voo sob regras visuais em altitudes abaixo do topo do relevo, falhando em analisar alternativas mais seguras, como a transição para um plano de voo IFR (voo por instrumento).
Fenômenos meteorológicos, como a névoa úmida e camadas de nuvens baixas, atuaram no obscurecimento do relevo, impedindo referências visuais necessárias para o voo noturno. Destroços da aeronave foram localizados pelo Corpo de Bombeiros de São Paulo em 29 de março, e o corpo do piloto foi encontrado dois dias depois, em 30 de março.

