O jogador de futebol recebeu tratamento hormonal desde os 9 anos após ser diagnosticado com deficiência do hormônio do crescimento. A endocrinologista pediátrica Margaret Boguszewsk explicou que o tratamento foi vital para sua carreira, pois sem ele, ele talvez não atingisse 1,50m.
A deficiência do hormônio do crescimento, produzido pela hipófise, afeta a formação muscular e a queima de gordura, podendo levar à obesidade e comprometer a massa óssea, o que aumenta o risco de fraturas. Segundo a médica, sem a reposição hormonal, seria inviável para o indivíduo se tornar um atleta profissional.
O diagnóstico envolve a análise de curvas de crescimento, testes de IGF-1 e, se necessário, coleta de sangue durante o sono profundo para medir o GH. Caso os exames não detectem o hormônio, realiza-se ressonância magnética de crânio para verificar alterações na hipófise.
O tratamento é feito por injeções diárias, e o jogador precisou de mais de 2 mil aplicações. Atualmente, ele mede 1,69m. Embora o hormônio seja caro, no Brasil, pessoas com o diagnóstico podem buscar o tratamento gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).


