O Governo de São Paulo debate a bioeconomia da restauração em áreas degradadas durante o Fórum SP Conecta. O encontro reuniu líderes públicos e privados para discutir como integrar regeneração ecológica com o cultivo de espécies nativas, visando aumentar produtividade e renda no estado.
A bioeconomia da restauração, modelo que transforma áreas degradadas em ativos produtivos, foi tema central no Fórum SP Conecta: Economia Verde, Saneamento e Resiliência Hídrica. O evento, organizado pela InvestSP e pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), visa fortalecer a competitividade ambiental paulista e acelerar soluções para desafios climáticos.
Como política pública, o Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), coordenado pela Fundação Florestal, remunera produtores rurais pelo sequestro de carbono e proteção da biodiversidade. Rodrigo Levkovicz, diretor-executivo da Fundação Florestal, afirmou que a certificação de produtos de comunidades tradicionais é essencial para garantir saídas mercadológicas rentáveis.
Valmir Ortega, fundador da Belterra Agroflorestas, comentou que a estruturação da bioeconomia em larga escala exige investimentos em biotecnologia para superar gargalos logísticos. Ele explicou que o mercado de carbono funciona como catalisador financeiro ao monetizar a conservação.
A integração entre ciência e mercado também foi abordada. Guilherme Wolff Bueno, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), declarou que a união entre pesquisa acadêmica e bioeconomia gera soluções biotecnológicas que reduzem a emissão de carbono, impulsionando uma revolução industrial sustentável.

