A atriz Claudia Raia revelou que utilizou sua imagem física de forma estratégica para superar o machismo e garantir sua relevância na televisão brasileira. Em entrevista, ela explicou que, em época em que era vista apenas como símbolo sexual, optou por desafiar as expectativas do mercado.
A artista relatou que, nos anos 1980, a mídia frequentemente a tratava como um símbolo sexual, com comentários sobre sua aparência antes de abordar seu trabalho. Claudia Raia afirmou que, embora o físico fosse resultado de disciplina, ela percebeu o risco de ter sua carreira limitada a esse rótulo.
Segundo a atriz, a mentalidade retrógrada da época associava beleza feminina à falta de talento. Ela mencionou que, ao trabalhar em um programa de Jô Soares, decidiu não aceitar uma trajetória baseada apenas em sua aparência. Em um momento decisivo, durante sua participação na TV Pirata, ela insistiu em interpretar o personagem masculino Tonhão, apesar das sugestões do diretor Guel Arraes.
Claudia Raia concluiu que usou a imagem como ponto de partida, mas não permitiu que ela definisse sua trajetória. Ela disse: “Usei estrategicamente a minha bunda. Mas, depois, ela virou apenas um acessório”, afirmando que o talento garantiu a permanência em sua carreira de mais de quarenta anos.

