A ex-companheira de um policial militar morto em Boa Viagem, Recife, afirmou que percebeu uma troca de taças momentos antes do homem passar mal e adoecer. O caso é investigado como “morte a esclarecer” pela Polícia Civil, e a hipótese de envenenamento ainda não foi confirmada.
A informação foi divulgada nesta terça-feira (17) pelos advogados que defendem a mulher. O policial militar, que era lotado no Regimento de Polícia Montada (RPMont), faleceu na quinta-feira (11) após o mal-estar no apartamento da ex-companheira, uma corretora de imóveis de 48 anos.
Segundo o advogado que defende a mulher, o relacionamento do casal era conturbado, e a mulher possuía medida protetiva contra o policial desde março, devido a episódios de agressão. A defesa relatou que, por volta da 1h do dia do fato, o policial foi autorizado a entrar no imóvel.
De acordo com o relato apresentado, enquanto consumiam energético, a mulher notou que os recipientes haviam sido trocados. Ela esperou um momento para trocar as taças, pedindo ao policial que deixasse seus pertences na varanda. Mais tarde, por volta das 12h, o policial começou a passar mal, apresentando sinais de roxo e espumando. A mulher pediu socorro, e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência constatou o óbito.
A Polícia Civil investiga o caso pela 3ª Delegacia de Homicídios, vinculada ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Nos pertences do policial foram encontrados remédios, uma porção de maconha e uma faca peixeira. A defesa espera que a causa da morte não seja envenenamento.

