Bancos centrais ao redor do mundo estão adotando cautela ou elevando taxas de juros em resposta aos choques de oferta gerados pela guerra no Oriente Médio. O Banco Central do Brasil reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25%, mas a autoridade monetária não se comprometeu com a continuidade dos cortes.
A preocupação com a inflação impulsionada pelo petróleo afeta decisões monetárias internacionais. O Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, manteve os juros entre 3,5% e 3,75% em sua reunião mais recente, sob a direção do novo presidente. As autoridades americanas afirmaram que a inflação permanece alta em relação à meta de 2%, refletindo choques de oferta em setores como energia.
No bloco europeu, o Banco Central Europeu (BCE) elevou sua taxa de depósito de 2% para 2,25% em maio, uma medida motivada pelo avanço da inflação na zona do euro. Já o Banco do Japão (Boj) elevou sua taxa de juros para 1%, o maior patamar em 31 anos, para combater pressões inflacionárias decorrentes do conflito no Oriente Médio.
Outras economias também demonstram cautela. O Banco da Inglaterra (BoE) aguarda tempo para avaliar a ameaça de custos de energia, enquanto o Banco Central da China manteve taxas inalteradas, mantendo postura conservadora diante da desaceleração interna. A Suécia, por sua vez, indicou que pode endurecer a política monetária se a guerra provocar aumento inflacionário.

