O Brasil mantém a maior taxa de juros reais do planeta após o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,50% para 14,25% ao ano, nesta quarta-feira (17/06/2026). Um levantamento da Lev Intelligence e MoneYou indica que a taxa real ex ante do país fica em 9,67% ao ano, superando a Rússia, que ocupa a segunda colocação mundial.
O estudo considera os juros projetados para os próximos 12 meses, descontada a inflação esperada para o período. A metodologia utiliza a taxa de Depósito Interbancário (DI) de um ano como referência nacional, além de instrumentos equivalentes em outros países e projeções de inflação das autoridades monetárias locais.
A Turquia aparece em terceiro lugar no ranking, com juros reais de 5,57% ao ano, seguida pelo México (5,10%) e África do Sul (3,74%). A média dos 40 países analisados é de 1,65% ao ano. Segundo a Lev Intelligence, a liderança brasileira persiste mesmo com o início do ciclo de flexibilização monetária, pois a diferença para a Rússia permanece confortável.
A instituição informou que o conflito entre Irã e Estados Unidos elevou as projeções globais de inflação, forçando bancos centrais a adotarem postura mais conservadora. Em termos nominais, o Brasil ocupa a quarta posição entre os 40 países pesquisados, com taxa de 14,25% ao ano, atrás de Turquia (37%), Argentina (29%) e Rússia (14,5%).

