O ex-presidente cubano Raúl Castro aprovou um pacote de reformas econômicas em Havana nesta quarta-feira. A medida busca lidar com a grave crise da ilha, que enfrenta pressão dos Estados Unidos. As propostas visam abrir setores ao investimento privado e reduzir o tamanho do Estado.
O comitê central do Partido Comunista Cubano analisou cerca de vinte propostas em sessão plenária extraordinária. As reformas, apresentadas anteriormente pelo presidente Miguel Díaz-Canel, buscam atrair capital de cubanos no exterior e diminuir a atuação estatal. Castro, de 95 anos, participou da reunião por videoconferência, e em carta, afirmou que transformar a economia “é o que mais beneficia a Revolução hoje”.
As mudanças podem ser aprovadas pela Assembleia Nacional já nesta quinta-feira. O primeiro-ministro Manuel Marrero declarou que, embora reconheçam os mecanismos de mercado, as reformas “não implicam de forma alguma o abandono da responsabilidade social do Estado”.
A economia cubana sofre com o embargo de petróleo imposto pelos Estados Unidos desde janeiro, o que gerou apagões superiores a 30 horas e escassez de bens essenciais. Empresas privadas, autorizadas em 2021, podem empregar até 100 pessoas e terão condições iguais às de investidores estrangeiros.

