O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), teve a segurança reforçada após assumir a relatoria do caso Master. A medida decorre de análise interna do tribunal que identificou aumento de risco à integridade física do magistrado. Mendonça também conduz inquérito sobre fraudes em descontos de aposentados e pensionistas do INSS.
A análise técnica que levou ao incremento da segurança envolve maior número de policiais e presença ostensiva em atividades do ministro. A nova abordagem passa pela Secretaria de Polícia Judicial e pela presidência do STF, sob comando de Edson Fachin. Durante sessão da Segunda Turma, o ministro mencionou os riscos na relatoria do caso, citando suspeitas de ligação do grupo do ex-banqueiro com milícias, conforme apurações da Polícia Federal.
Mendonça decretou em março a segunda prisão de um dono do Master, após a Polícia Federal encontrar no celular do ex-banqueiro mensagens que citavam uma milícia privada chamada “A Turma”. Além da função no STF, o magistrado atua como professor e pastor, e agora conta com agentes de segurança designados pelo Supremo em todas as atividades.
Os casos INSS e Master são considerados entre os mais rumorosos em tramitação, pois envolvem parlamentares e outras autoridades com foro no STF. O ministro foi designado relator do caso Master após a saída de outro ministro, e também substituiu o colega nos processos sobre a fraude no INSS.

