Um especialista avaliou que o Brasil perde força ao negociar temas como minerais críticos, agropecuária e energia de forma isolada em cúpulas internacionais. A análise foi feita após a participação do presidente na reunião do G7, onde foram discutidas cadeias de suprimentos e disputas comerciais.
O especialista afirmou que o país recusou o acordo de minerais críticos discutido no G7, pois considerou que o texto apresentava viés geopolítico contra a China. Segundo ele, a discussão sobre minerais críticos abrange mais que terras raras, envolvendo a segurança das cadeias de suprimento. O país é visto como ator estratégico por suas reservas, mas precisa de uma estratégia mais ampla para se inserir na reorganização global.
No mesmo encontro, foram tratadas barreiras comerciais, como a decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar carne a partir de 3 de setembro. O especialista classificou a situação como distinta, argumentando que a barreira europeia possui um fundamento técnico, embora possa envolver protecionismo.
Para evitar o enfraquecimento, o especialista defendeu que o Brasil abandone a discussão parcelada. Ele sugeriu que o país utilize seus ativos estratégicos — minerais, energia e agronegócio — de forma coordenada nas negociações internacionais, articulando as vantagens de diferentes setores simultaneamente.

