A Copa do Mundo de 2026 implementa um sistema de “tira-teima” que utiliza avatares 3D para reproduzir lances de possível impedimento com maior fidelidade. Os atletas das 48 seleções foram escaneados em cabines com 36 câmeras de resolução 4K para criar modelos digitais exclusivos.
O novo sistema permite que cada jogador seja representado com suas dimensões reais, facilitando a análise na cabine do VAR e aumentando a clareza para o público. A captura da imagem de cada atleta leva menos de um segundo, segundo a parceira da FIFA, Lenovo. Algoritmos de inteligência artificial criam versões animadas que consideram detalhes como altura e tamanho dos pés, algo ignorado em modelos anteriores.
Valério Mateus, gerente-geral de Serviços e Soluções da Lenovo para a América Latina, explicou que “É mais do que uma foto 3D, é efetivamente a replicação do jogador em um ambiente digital”. O sistema não decide o impedimento, função que permanece com o árbitro do VAR, mas auxilia na visualização de ângulos para decisões, conforme disse Mateus.
Johannes Holzmüller, diretor de Inovação da FIFA, afirmou em evento realizado no início de junho que o objetivo é “Melhorar os replays em 3D, onde os jogadores são realmente parecidos e fica óbvio quais estão em posição de impedimento”. Além dos avatares, a Copa de 2026 aprimora as câmeras dos árbitros, que agora estabilizam gravações em tempo real por inteligência artificial, minimizando tremores.

