O partido Juntos por el Perú, apoiador do candidato Roberto Sánchez, declarou que não reconhecerá o resultado das eleições presidenciais peruanas. A manifestação ocorreu enquanto a Oficina Nacional de Procesos Electorales (ONPE) apurava os votos, com mais de 99% das urnas contabilizadas.
A legenda afirmou em nota que não aceitará um resultado com questionamentos, alegando falta de transparência no processo eleitoral. O partido declarou que a integridade da alternância eleitoral mede o Estado de Direito do país. Segundo a sigla, não aceitará imposição de resultado que não reflita a vontade popular sem controvérsia.
Juntos por el Perú também citou problemas na condução do pleito, como mudanças nas regras eleitorais e irregularidades. Em resposta, grupos ligados à candidatura de Sánchez convocaram manifestações para os dias 17 e 19 de junho.
Até a noite de 17 de junho, a candidata Keiko Fujimori liderava a disputa com 50,107% dos votos, contra 49,893% de Roberto Sánchez. O candidato esquerdista já havia defendido uma recontagem, argumentando que a diferença reduzida justificaria a revisão das atas eleitorais.

