Mulheres em todo o Brasil estão buscando aulas de defesa pessoal para se protegerem de ataques, impulsionadas pelo aumento da violência de gênero. O movimento cresceu em meio a dados alarmantes, como o recorde de feminicídios em 2025. Técnicas de Krav Maga e Jiu-Jítsu são aprendidas para identificar riscos e fugir de situações perigosas.
O interesse em autodefesa ganhou força após casos de agressão, como o de uma nutricionista em Barueri, SP, que utilizou técnicas aprendidas para repelir um invasor. Segundo relatos, o movimento de mulheres praticando artes marciais avançou significativamente, em resposta à onda de violência no país. Em 2025, houve um salto de 14,5% no número de feminicídios em cinco anos, além de registros de estupro a cada seis minutos, segundo dados citados.
Instrutores de modalidades como Krav Maga e Jiu-Jítsu explicam que o foco não é o confronto físico, mas sim a prevenção e a fuga. Uma instrutora detalhou que o objetivo é ensinar a identificar riscos e a se defender em situações de risco, como ser agarrada ou enforcada. A prática também promove o incentivo mútuo e a troca de experiências de superação entre as alunas.
Especialistas apontam que a defesa pessoal deve ser um complemento a uma rede de proteção mais ampla. Uma psicóloga afirmou que a prática deve ser vista como um dispositivo dentro de uma política de Estado que inclua educação e policiamento. Ela declarou que a autodefesa é um último recurso caso todas as outras medidas falhem.

