A polícia sul-coreana interrogou um executivo do Grupo Shinsegae, que administra a Starbucks no país, sobre uma campanha promocional. A ação gerou indignação nacional por fazer alusão à repressão ao movimento pró-democracia de 1980.
A controvérsia surgiu após a Starbucks Coreia lançar a campanha “Dia do Tanque” em maio, promovendo copos reutilizáveis. A data coincidiu com o 46º aniversário da Revolta de Gwangju, evento marcado pela repressão civil.
Segundo o balanço oficial, a repressão deixou 165 civis mortos, embora estimativas apontem um número maior de vítimas. A repercussão forçou o Grupo Shinsegae a demitir seu diretor-presidente na Coreia do Sul. O presidente do conglomerado, Chung Yong-jin, posteriormente fez uma reverência pública em pedido de desculpas.
Apesar das ações da empresa, um grupo da sociedade civil denunciou Chung e outros executivos. Os denunciantes alegam violação de lei de 2016, que proíbe a divulgação de informações falsas sobre o movimento de 1980. Um chefe de auditoria do Grupo Shinsegae foi interrogado como testemunha pela polícia de Seul.
Como medida, as lojas da Starbucks na Coreia do Sul fecharão parcialmente na próxima segunda-feira. Os funcionários participarão de uma aula de história sobre a repressão de 1980.

