O Museu de Arte Moderna do Rio inaugura a mostra “O caneco é nosso”, que apresenta uma instalação com 999 réplicas em gesso da Taça Jules Rimet. A exposição, que ocorre no Espaço Petrobras, aborda o troféu roubado da sede da CBF, no Rio, em 1983.
A mostra, com curadoria de Raquel Barreto, é individual do artista Froiid, natural de Belo Horizonte. O trabalho investiga a trajetória do troféu, conquistado pelo Brasil após o tricampeonato mundial de 1970 e que nunca foi recuperado após o roubo.
O artista Froiid explicou que seu interesse é entender a taça como um objeto de culto que persiste no imaginário coletivo mesmo após seu desaparecimento. Ele afirmou que a representação em gesso cria uma relação direta entre memória, repetição e presença.
Desde 2014, Froiid desenvolve pesquisas sobre futebol de várzea e manifestações populares, investigando a relação entre jogo, arte e cultura periférica. A exposição permanece em cartaz no foyer do Bloco de Exposições do MAM Rio até o dia 20 de setembro.

