O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Banco Central não deve atuar sobre intercorrências de curto prazo, como a guerra do Oriente Médio. Ele declarou que há espaço para novos cortes da taxa Selic, mesmo após a recente redução de 0,25 ponto percentual.
Durigan explicou que a política monetária não deve responder a “soluços” ou eventos de curto prazo. Segundo o ministro, o arrefecimento econômico e o preço mais baixo do petróleo indicam que o Banco Central pode continuar ajustando a taxa de juros a médio e longo prazo.
O ministro ponderou que, embora a Selic seja competência do BC, o governo pode auxiliar a política monetária com responsabilidade fiscal. Ele citou o bloqueio de R$ 23 bilhões no orçamento deste ano como exemplo de corte interno.
Durigan reconheceu a preocupação com a inflação, mas disse que o governo atua com medidas pontuais, como as de combustíveis, sem controle de preços. O foco principal do governo, segundo ele, é manter a trajetória fiscal para reduzir a inflação.

