A circulação de informações incompletas ou descontextualizadas ameaça decisões estratégicas na transição energética global. O setor de transportes responde por cerca de 30% da demanda de energia, e a descarbonização no Brasil exige a combinação de etanol, biodiesel, biometano e eletrificação, segundo estudos.
O setor de transportes representa cerca de 30% da demanda global de energia e foi responsável por aproximadamente 10% do crescimento dessa demanda desde 2019, conforme dados da Agência Internacional de Energia (IEA). Essa disputa tecnológica alimenta a circulação de dados que distorcem o debate e comprometem decisões estratégicas.
Beatriz Rossi Pereira, gerente de Comunicação e Marketing do Instituto MBCBrasil, declarou que o desafio não é apenas a falta de dados, mas a tendência do debate público de simplificar um tema de alta complexidade técnica. Ela afirmou que “Comunicar bem não é simplificar. É evitar distorções e qualificar o debate”.
Um estudo do Instituto MBCBrasil e da LCA Consultoria mostra que a descarbonização da mobilidade no Brasil depende da combinação de diferentes rotas tecnológicas, como etanol, biodiesel, biometano e eletrificação, com variações regionais. O avanço dessa agenda requer previsibilidade regulatória e coordenação entre setores público e privado.
A avaliação aponta para a necessidade de instâncias de articulação que transformem dados técnicos em insumos para o debate público. Sem esse esforço, a transição energética deverá avançar mais lentamente do que a urgência climática exige.

