A Qualcomm (QCOM) é considerada subvalorizada por analistas, que apontam que o mercado não reflete o crescimento de suas receitas diversificadas. O setor de automotivo e IoT cresceu 20% em ano contra ano, e a entrada em data center adiciona nova fonte de receita.
A tese de investimento se baseia na percepção de que a empresa é vista apenas como fabricante de chips para smartphones, enquanto os segmentos de automotivo, IoT e data center demonstram um crescimento distinto. O CEO Cristiano Amon declarou em recente chamada que o avanço de agentes de inteligência artificial está redefinindo o roteiro da companhia. Ele confirmou, ainda, que o engajamento com um hyperscaler para silício customizado em data center deve iniciar remessas ainda neste ano.
Os dados financeiros sustentam essa visão. No segundo trimestre de 2026, a receita de automotivo alcançou US$ 1,33 bilhão, um aumento de 38% em ano contra ano, e a de IoT somou US$ 1,73 bilhão, com alta de 9%. A empresa também superou as estimativas de lucro por ação por quatro trimestres consecutivos. Além disso, a diretoria autorizou um novo programa de recompra de ações de US$ 20 bilhões.
O risco principal apontado é a exposição à China, que levou a uma queda de 13% na receita de aparelhos no segundo trimestre de 2026, totalizando US$ 6,02 bilhões. Contudo, o analista mantém a posição, argumentando que o crescimento dos setores de automotivo e data center absorverá essa concentração de risco mais rapidamente do que os modelos de mercado preveem.

