A B3 divulgou dados operacionais de maio, registrando alta de 16,8% no volume financeiro médio negociado comparado a 2025. Apesar do crescimento, a Bolsa teve recuo de 14,8% em relação ao mês anterior. A companhia reconheceu, contudo, que o próximo período de três meses pode apresentar desaceleração.
Apesar da perspectiva positiva sobre os resultados do primeiro trimestre, a B3, em evento com a Genial Investimentos, informou que o desempenho futuro deve refletir a reversão do fluxo estrangeiro, após forte recuperação das ações de tecnologia nos Estados Unidos. A estratégia da empresa foca em novos produtos, como Prediction Markets (opções binárias), duplicatas escriturais e o desenvolvimento do mercado secundário de renda fixa, visando ampliar o mercado endereçável.
A equipe financeira da B3 afirmou que a combinação de fluxo estrangeiro, maior volatilidade e diversificação de receitas sustenta o ciclo favorável. O Banco Safra comentou que os números de maio indicam normalização da atividade da B3 após distorções pontuais no início do ano. O segmento de derivativos, o mais representativo para receitas, caiu 14% no ano, com a redução sendo causada, segundo analistas do JP Morgan, principalmente pelos contratos de criptomoedas, que caíram 88%.
O JP Morgan projetou um volume médio diário negociado de R$ 34 bilhões para o próximo trimestre, cerca de 7% abaixo da estimativa anterior. Em contrapartida, o Tesouro Direto manteve crescimento robusto, segundo analistas do Safra, reforçando a participação do varejo no mercado de renda fixa.

