Cuba implementou restrições severas ao transporte entre províncias nesta quinta-feira, devido à escassez de combustível. Os trens circulam a cada 16 dias, e ônibus estatais reduzem a frequência para uma a três vezes por semana, afetando a mobilidade dos 9,6 milhões de habitantes.
A ilha opera sem suprimento de combustível desde janeiro, após os Estados Unidos cortarem importações de petróleo como parte de uma pressão política. O sistema de transporte, já em crise econômica, foi paralisado em muitos pontos, forçando a população a depender de alternativas caras ou de deslocamentos a pé.
O vice-ministro de Transporte, Luis Ladrón de Guevara, explicou que as viagens seguirão um “sistema de prioridades”, exigindo solicitação com sete dias de antecedência, embora não sejam necessárias permissões formais. Pequenos grupos de táxis e caminhões privados continuam operando, mas suas tarifas chegam a ser 200 vezes superiores às do transporte estatal.
As novas regras impactam diretamente a vida dos cubanos, que dependem do sistema estatal. Um morador relatou que o custo do combustível no mercado informal, vendido por até 8 dólares o litro, consome grande parte do salário de um trabalhador. A situação gera preocupação sobre o acesso a tratamentos médicos e a separação familiar.

