Líderes do G7 estabeleceram meta para limitar a dependência de fornecedor único em terras raras e ímãs permanentes a menos de 60% até 2030. A medida visa reduzir a influência da China, que domina o processamento desses minerais críticos. O Brasil interpreta o movimento como uma chance de aumentar sua relevância na cadeia produtiva global.
O acordo firmado pelos países do G7 busca diversificar fornecedores e coordenar estoques estratégicos, além de fomentar a reciclagem. A iniciativa foca na China, que detém controle sobre etapas cruciais da cadeia de terras raras, como separação e produção de ímãs permanentes. Pequim reagiu defendendo seus controles de exportação e criticando a formação de blocos econômicos exclusivos.
No Brasil, a avaliação governamental aponta para uma janela de oportunidade. A disputa entre potências por fontes alternativas de minerais críticos abre espaço para o país exigir investimentos em beneficiamento, pesquisa e industrialização local. O governo defende que o interesse externo em minerais como lítio e níquel deve condicionar parcerias a compromissos de tecnologia e formação de cadeias produtivas nacionais.
A estratégia nacional dialoga com o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Cúpula do G7, na França. O texto aprovado pela Câmara e em análise no Senado reforça o papel do governo na definição de projetos prioritários, dando capacidade de influenciar o capital estrangeiro. Contudo, há preocupação interna com a atuação de atores do setor que negociam diretamente com governos estrangeiros sem coordenação prévia com o Ministério das Relações Exteriores.

