O Banco da Inglaterra (BoE) manteve a trajetória futura dos juros incerta após sua reunião de política monetária de junho. A instituição sinalizou que as próximas decisões dependerão da escala e da duração do choque energético gerado pela guerra no Oriente Médio, conforme comunicado divulgado na quarta-feira (18).
O BoE afirmou que a política monetária busca garantir que o ajuste econômico decorrente do choque energético ocorra de forma sustentável, visando a meta de inflação de 2%. O presidente do BoE, Andrew Bailey, declarou que o banco central reagirá prontamente a sinais de efeitos de segunda rodada mais fortes.
O comunicado apontou que, embora os preços globais de energia tenham caído desde o encontro anterior, eles permanecem voláteis e acima dos níveis pré-conflito. O Comitê de Política Monetária (MPC) disse que monitorará de perto a situação no Oriente Médio e sua transmissão à economia.
Na votação, Andrew Bailey apoiou a manutenção das taxas de juros. Contudo, outros dirigentes, como Huw Pill e Megan Greene, votaram por um aumento de 25 pontos-base, elevando a taxa para 4%. O BoE acrescentou que as taxas atuais ajudam a reduzir a inflação ao longo do tempo.

