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Economia

Desenrola 2.0 Inicia com Ritmo Mais Forte que Edição Anterior

Carla Fernandes
Última atualização: 18 de junho de 2026 14:11
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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O Governo Federal lançou o programa Desenrola 2.0 em maio para permitir que pessoas com renda de até cinco salários-mínimos renegociem dívidas de cartão de crédito e cheque especial. A iniciativa, que substitui débitos por novos contratos com juros reduzidos, registrou um volume originado de R$ 1,8 bilhão apenas no primeiro mês.

O programa, que abrange operações iniciadas até 31 de janeiro, oferece descontos de até 90% e novos contratos com juros de até 1,99% ao mês, além de 50% do empréstimo com garantia do Fundo de Garantia de Operações (FGO). Segundo o Bradesco BBI, o início do Desenrola 2.0 ocorreu em ritmo superior ao da edição anterior.

Analistas atribuem a aceleração aos ajustes operacionais que permitiram às instituições financeiras renegociar diretamente por seus canais. O volume de operações atingiu 912 mil, valor médio de renegociação maior que o registrado no Desenrola 1.0. Em termos de participação, o Nubank concentra quase 40% do volume total, seguido pelo Itaú e Banco do Brasil, com 13% cada.

Considerando um desconto médio de 80% nas renegociações, os analistas estimam que o crédito renegociado já possa somar cerca de R$ 8,8 bilhões. O BBI ressalta que o impacto final nos balanços das instituições ainda depende da parcela dos créditos baixados antes da adesão ao programa.

TAGGED:bancoscartão de créditodesenrola-2-0Economia BrasileiraFinançasRenegociação de Dívidas
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