Mais de 200 pessoas morreram de Ebola na República Democrática do Congo (RDC) em pouco mais de um mês após a declaração da epidemia, segundo a agência de saúde da União Africana. O Centro Africano para o Controle e a Prevenção de Doenças registrou 202 mortes em 875 casos confirmados, o que representa uma taxa de mortalidade de 23%.
Autoridades de saúde alertaram que o surto pode piorar significativamente, podendo durar até um ano e infectar milhares de pessoas. A situação na RDC é agravada pela desconfiança da população e pela violência nas regiões orientais, fatores que dificultam o trabalho dos profissionais de saúde.
O pior surto de Ebola já registrado ocorreu na África Ocidental, entre 2014 e 2016, e matou mais de 11.000 pessoas, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Bruno Michon, que gerencia a resposta no Congo pela Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, afirmou que o controle da doença levará meses, ou até um ano, se as taxas de infecção persistirem.
A doença se espalhou para Uganda, vizinha da RDC, onde foram confirmados 19 casos, incluindo duas mortes, no início desta semana. A RDC havia declarado o surto em 15 de maio, e a OMS ativou o alerta sanitário internacional dois dias depois. Atualmente, não há vacina ou tratamento aprovado para a cepa Bundibugyo responsável pela epidemia.

