O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, rompeu contato com a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, nesta quinta-feira. A decisão ocorreu após Saar alegar que Kallas comparou a política do Estado judeu ao regime racista do Apartheid, que vigorou na África do Sul entre 1948 e 1994.
Saar divulgou em rede social que a comparação ocorreu durante visita de Kallas ao México. O chanceler israelense declarou que, como ministro, não tinha alternativa senão romper os contatos até que a diplomata se retratasse da o que ele chamou de “calúnia de sangue” contra o Estado judeu.
Kallas, por sua vez, manifestou-se na mesma rede social, destacando a importância do diálogo entre a UE e Israel. A diplomata europeia não comentou diretamente as acusações, mas afirmou estar disposta a manter conversas respeitosas e construtivas.
Apesar da tensão, Kallas declarou nesta semana que voltaria a pedir à Comissão Europeia propostas de sanções às exportações de assentamentos israelenses na Cisjordânia. Ela também informou que diversos países do bloco propuseram sanções contra um ministro israelense da Segurança Nacional, mas não houve consenso entre os 27 membros da UE.

