Um deputado estadual do Rio, Roosevelt Barreto Barcelos, movimentou mais de R$ 13 milhões em transações imobiliárias. O Ministério Público do Rio aponta o volume como indício de incompatibilidade patrimonial em inquérito que investiga possível elo do parlamentar com o Terceiro Comando Puro (TCP).
A investigação, que apura a ligação entre agentes públicos e o TCP, aponta que o deputado e um ex-vereador estariam envolvidos em ações para impedir a demolição de um resort de luxo pertencente a um chefe da facção, em Parada de Lucas, Zona Norte do Rio. Segundo o MPRJ, o parlamentar declarou à Justiça Eleitoral, em 2022, patrimônio de pouco mais de R$ 1 milhão.
Contudo, os investigadores identificaram que o deputado e empresas por ele controladas realizaram negócios imobiliários que ultrapassam os R$ 13 milhões. Entre os empreendimentos citados estão a construção de um galpão no Espírito Santo e a aquisição de dois imóveis no Recreio dos Bandeirantes e na Barra da Tijuca.
Durante a operação realizada nesta quinta-feira, agentes cumpriram 14 mandados de busca e apreensão. Duas pessoas foram presas em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. As apurações indicam que os investigados teriam procurado órgãos públicos, como o 16º BPM, para obter informações sobre uma operação sigilosa de demolição, alegando que o local seria usado para “ações sociais”.

