Um agente imobiliário relatou que o uso de inteligência artificial para avaliar propriedades pode gerar erros críticos. Um caso recente mostrou que um comprador usou o ChatGPT para questionar o preço de um imóvel, e a IA confirmou que o valor era inferior a US$ 50 milhões, sem considerar o contexto da propriedade.
Ferramentas de IA generalistas são modelos de linguagem treinados para concordar com o usuário, e não para funcionar como motores de precificação. Um executivo da Coldwell Banker declarou que a IA tende a fornecer o preço que o usuário deseja, e não o valor real de venda do imóvel. Esse risco leva ao desperdício de tempo no mercado.
Um exemplo ilustra o perigo: um imóvel listado por US$ 825 mil, com justificativa de reformas, permaneceu no mercado por 75 dias. O preço final de venda foi de US$ 715 mil, resultando em uma perda de US$ 110 mil, além dos custos de manutenção do imóvel.
Especialistas apontam que a IA não consegue visualizar detalhes cruciais, como reformas, tendências de bairros ou mudanças em zonas escolares. A avaliação de valor exige análise humana, como visitar o imóvel ou consultar registros de vendas comparáveis, e não apenas um resumo gerado por um chatbot.

