A SpaceX, após seu IPO em junho de 2026, busca capital no mercado de dívida para sustentar ambições de inteligência artificial e projetos espaciais. A companhia planeja levantar pelo menos US$ 20 bilhões em sua primeira operação de dívida, visando financiar gastos que analistas projetam ultrapassar US$ 1 trilhão até o final da década.
Elon Musk comparou a SpaceX à Union Pacific ao justificar uma avaliação de trilhões de dólares antes da oferta pública inicial. Ele citou o projeto de infraestrutura do século 19, afirmando que, assim como a Califórnia se tornou um estado grande, a empresa representaria uma transformação de superpotência. A empresa, que possui planos de data centers em órbita e uma colônia em Marte, teve seu valor de mercado ultrapassar US$ 2,5 trilhões em poucos dias de negociação.
A captação de recursos não se encerrou com o IPO. Fontes indicam que a SpaceX se volta ao mercado de dívida para buscar pelo menos US$ 20 bilhões. Analistas de instituições financeiras projetam que os investimentos em capital da companhia podem superar US$ 700 bilhões anuais até 2031. A empresa obteve notas de grau de investimento das três principais agências de classificação no final da semana passada.
Críticos apontam riscos na analogia histórica. Um professor emérito de história americana disse que usar a Union Pacific como modelo ignora a história do país e dos mercados financeiros. Outros participantes do mercado de crédito questionam a capacidade da empresa de emitir grande volume de dívida adicional enquanto mantém o grau de investimento, visto que a companhia não possui histórico com as agências.

