A realização da Copa do Mundo 2026, nos Estados Unidos, Canadá e México, alterou a dinâmica do mercado de shows na América do Norte. Dezoito estádios foram bloqueados para apresentações musicais entre 20 dias antes do início do torneio e 19 de julho, forçando artistas e promotores a ajustar roteiros.
O período de bloqueio afetou arenas em cidades como Toronto, Cidade do México, Atlanta, Boston, Los Angeles, Nova York e San Francisco. Essa restrição coincidiu com a alta temporada de apresentações ao ar livre, levando músicos a buscar alternativas. Alguns artistas iniciaram turnês na Europa, enquanto outros optaram por cidades que não sediarão jogos da Copa.
Jbeau Lewis, da UTA, responsável pela programação de artistas como Bad Bunny e Karol G, comentou que, inicialmente, houve apreensão com o anúncio do evento. Ele afirmou que a realidade transformou o período em um dos maiores verões de turnês em estádios da história.
Planejamento antecipado foi crucial para a logística. Omar Al-joulani, presidente de turnês da Live Nation, disse que a colaboração com parceiros permitiu mapear rotas e disponibilidade com antecedência. Ele declarou que a Copa do Mundo não diminuiu o ritmo dos negócios, apontando para um ano recorde em estádios.
Outros locais ganharam destaque. O Prudential Center, em Newark, receberá Shakira em 14 de julho. A cantora, que participou da música oficial do torneio, também se apresentará na final da competição, em 19 de julho, no Nova York/ Nova Jersey Stadium. Sean Saadeh, diretor de programação do Prudential Center, comentou sobre o planejamento minucioso para atrair o público internacional.

