A Polícia Federal demonstra autonomia institucional na Operação Compliance Zero ao investigar o líder do governo no Senado, segundo o advogado Fabiano Rosa. Contudo, ele alerta para a possível espetacularização do caso Banco Master, que ele classifica como um “maxiprocesso” de alta complexidade.
Fabiano Rosa afirmou que a ação da PF contra o líder do governo no Senado sinaliza autonomia institucional, um dado que ele considerou importante. No entanto, o advogado observou tratamento diferenciado na investigação, citando a exposição midiática gerada em diligências envolvendo um senador, algo que não ocorreu com outros atores públicos.
Rosa criticou a divulgação de imagens de dinheiro apreendido, no valor de US$ 59 mil, separado em maços de US$ 1 mil. Ele declarou que a imagem apresentava um volume de dólares superior ao que realmente existia. Para ele, essa exposição exige atenção, pois pode alimentar questionamentos sobre politização da operação.
O caso Banco Master é um “maxiprocesso”, segundo Rosa, envolvendo camadas técnica, operacional e uma terceira camada que poderia proteger o esquema criminoso. O grande desafio jurídico da investigação é demonstrar o nexo entre benefícios recebidos por agentes públicos e uma entrega concreta em favor dos interessados.

