O senador Jaques Wagner negou ter cobrado propina do Banco Master durante operação da Polícia Federal em Brasília. Ele afirmou não ter recebido dinheiro de ninguém, nem do ex-sócio do banco, e detalhou que sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro é mínima.
Wagner declarou em entrevista que está “absolutamente tranquilo” no quesito financeiro, negando qualquer recebimento de valores do Master ou de Augusto Lima. Sobre um imóvel em Salvador citado pela PF como possível propina, o senador explicou que o interesse era ajudar a filha, e não realizar transferência de patrimônio para si. Ele disse que o apartamento seria comprado por um investidor e, posteriormente, ele recompriria.
O parlamentar também minimizou o contato com Daniel Vorcaro, afirmando que a relação é “praticamente zero”. Wagner relatou ter se encontrado com o banqueiro em apenas duas ocasiões. Em um desses encontros, ele indicou a Augusto Lima o nome do ex-ministro Ricardo Lewandowski, que havia se aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em relação aos valores apreendidos em seus endereços, Wagner informou que recebeu cerca de US$ 70 mil em diárias durante viagens internacionais desde 2019. Ele declarou que não tem nada a esconder, pois realizou compras de dólares e euros em viagens anteriores.

